Recortes de jornal que encontrei nas minhas pesquisas par o Livro da História do Remo e que me surpreenderam pela sua localização, Caldas da Rainha e S. Martinho do Porto:
Pretendo publicar factos desconhecidos sobre a história dos desportos náuticos, colocando a sua beleza em destaque.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Henrique Baixinho - MELHOR REMADOR PORTUGUÊS
A minha homenagem ao melhor remador português de todos os tempos:
Henrique Jorge Capela Baixinho com mais de CEM títulos nacionais e vários no Brasil.
Em Portugal representou:
Sporting Clube Caminhense
ARCO de Viana do Castelo
Ginásio Clube Figueirense
No Brasil:
Clube de Regatas do Flamengo
Clube de Regatas Vasco da Gama
Dos seus muitos Títulos destaco:
Quarto Lugar no Campeonatos do Mundo em Skiff Peso Ligeiro em 1988
Medalha de Bronze no Campeonato do Mundo em Quadri-Skull Peso Ligeiro 1994
Atleta Olímpico em 1996

Henrique Jorge Capela Baixinho com mais de CEM títulos nacionais e vários no Brasil.
Em Portugal representou:
Sporting Clube Caminhense
ARCO de Viana do Castelo
Ginásio Clube Figueirense
No Brasil:
Clube de Regatas do Flamengo
Clube de Regatas Vasco da Gama
Dos seus muitos Títulos destaco:
Quarto Lugar no Campeonatos do Mundo em Skiff Peso Ligeiro em 1988
Medalha de Bronze no Campeonato do Mundo em Quadri-Skull Peso Ligeiro 1994
Atleta Olímpico em 1996

sábado, 1 de junho de 2013
Primeira participação de Portugal noa Campeonatos da Europa Remo
Após a fundação de Federação Portuguesa do Remo seguiu-se a inscrição na Federação Internacional FISA o que permitiu ao campeão de Portugal (vencedor da Taça Lisboa) na ocasião o Sport Clube do Porto representar o nosso país nos Campeonatos da Europa realizados em Como Itália.
Não podendo alinhar em shell 4 com timoneiro devido ao mau estado da embarcação que lhes emprestaram fomos representados por um Shell 2 com timoneiro.
O s atletas eram: António Sousa Santos; António Pires de castro; António Ribeiro da Silva; João Nicolau de Almeida; Fernando Barbedo a Timonar. No 2+ remaram António Santo; António Castro e Fernando Barbedo a timonar.
Eis a foto do cedida pelo meu amigo Fernando Barbedo em 1923 nos referidos Campeonatos:
Não podendo alinhar em shell 4 com timoneiro devido ao mau estado da embarcação que lhes emprestaram fomos representados por um Shell 2 com timoneiro.
O s atletas eram: António Sousa Santos; António Pires de castro; António Ribeiro da Silva; João Nicolau de Almeida; Fernando Barbedo a Timonar. No 2+ remaram António Santo; António Castro e Fernando Barbedo a timonar.
Eis a foto do cedida pelo meu amigo Fernando Barbedo em 1923 nos referidos Campeonatos:
terça-feira, 21 de maio de 2013
Campeonato Nacional 1924
Cartaz em tecido do Campeonato Nacional de 1924, oferta do meu amigo do Sport Clube do Porto Fernando Barbedo:
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Posto Náutico do Ferroviário
O actual Posto Náutico do Clube Ferroviário de Portugal era durante o final do Estado Novo o Posto Náutico da LAG - Liga dos Antigos Graduados da Mocidade Portuguesa.
Esta é a medalha da sua inauguração:
Esta é a medalha da sua inauguração:
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Primeira Regata em Setúbal
Nos meus registos a primeira Regata em Setúbal foi em 1878 e organizada pela Real Associação Naval, hoje Associação Naval de Lisboa.
O Poster:
O Regulamento retirado do das Regatas do Tejo de 1850:
Os participantes com indicação dos resultados a lápis por Abel Power Dagge:
O Poster:
O Regulamento retirado do das Regatas do Tejo de 1850:
Os participantes com indicação dos resultados a lápis por Abel Power Dagge:
domingo, 14 de outubro de 2012
Guiga de Seis banco fixo
Esta é uma guiga de seis de banco fixo que podemos apreciar no Museu de Marinha. Eram as embarcações mais importantes do Remo desportivo no final do século dezanove em Portugal.
Os Reis D. Luis e D. Carlos, a Rainha D. Maria Pia e D. Amélia, assim como o D. Afonso irmão de D. Carlos possuíam guigas de seis que punham à disposição dos Clubes de então, Real Associação Naval, Real Ginásio Clube, Real Clube Naval de Lisboa, Clube dos Aspirantes de Marinha que efectuavam regatas entre si:
Os Reis D. Luis e D. Carlos, a Rainha D. Maria Pia e D. Amélia, assim como o D. Afonso irmão de D. Carlos possuíam guigas de seis que punham à disposição dos Clubes de então, Real Associação Naval, Real Ginásio Clube, Real Clube Naval de Lisboa, Clube dos Aspirantes de Marinha que efectuavam regatas entre si:
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Regata YOLLE 1988
Encontrei esta maravilha em casa nas recentes arrumações de verão. Espero que reparem no proa do YOLLE 4 - um remador extraordinário:
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Real Associação Naval v/s Real Club Naval
Estes dois clubes sempre foram rivais dentro de água mas cá fora tiveram muitas vezes os mesmos sócios, como ainda hoje acontece.
Hermann Mozer foi um dos maiores nautas em Portugal, foi um dos fundadores da RAN e foi Comodoro do RCN.
A sua embarcação "MINA" foi um ícone da história da Vela em Portugal no final do séc. XIX. Era costume vê-lo ao leme da sua embarcação que timonou até morrer.
Deixo aqui duas fotos dessa embarcação numa arvorando o pavilhão do Real Clube de Naval e na outra da Real Associação Naval:
Hermann Mozer foi um dos maiores nautas em Portugal, foi um dos fundadores da RAN e foi Comodoro do RCN.
A sua embarcação "MINA" foi um ícone da história da Vela em Portugal no final do séc. XIX. Era costume vê-lo ao leme da sua embarcação que timonou até morrer.
Deixo aqui duas fotos dessa embarcação numa arvorando o pavilhão do Real Clube de Naval e na outra da Real Associação Naval:
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Remo na Ria de Aveiro
Hoje andei à pesca na Feira de velharias de Cascais e encontrei esta notícia na Ilustração portuguesa de 24 de Agosto de 1908:
Regata de remos em Escaleres:
Houve também um Campeonato Nacional de Natação:
Regata de remos em Escaleres:
Houve também um Campeonato Nacional de Natação:
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Carlos Oliveira - "Boia"
Um dos mais credenciados remadores olímpicos de Portugal, Carlos Oliveira mais conhecido por "Bóia"
É a minha homenagem:
É a minha homenagem:
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
CNL
A bela sala da Direcção do CNL com Taças lindíssimas e espólio fantático:
Algum espólio estava neste estado antes de ser tratado e enviado para o Arquivo Histórico Municipal de Cascais:
Algum espólio estava neste estado antes de ser tratado e enviado para o Arquivo Histórico Municipal de Cascais:
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Despezas dos Clubes Náuticos
As despezas dos clubes são as mesmas desde o início do Remo em Portugal:
Renda do armazém:
Água e aluguer do Contador!!!!:
Seguro:
Palamenta:
Combustível para os músculos:
O que era bom e mudou é que não tinham que colocar as embarcações dentro de água, alguém as punha por eles:
Renda do armazém:
Água e aluguer do Contador!!!!:
Seguro:
Palamenta:
Combustível para os músculos:
O que era bom e mudou é que não tinham que colocar as embarcações dentro de água, alguém as punha por eles:
terça-feira, 29 de maio de 2012
Bandeira dos Vencedores
Os vencedores das primeiras regatas de Remo tinham direito a escrever o seu nome numa bandeira e ficavam de posse dela até à próxima organização, havendo sempre um Fiador que se responsabilizava pela sua apresentação na prova.
Ainda existe na sede da Associação Naval de Lisboa a bandeira de Honra dos vencedores:
Ainda existe na sede da Associação Naval de Lisboa a bandeira de Honra dos vencedores:
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Augusto Alberto
Esta História foi contada por Augusto Alberto - Figueirense de gema, personagem exemplar do remo português, meu companheiro e adversário de algumas Regatas e cursos de Treinadores. Lembro-me do Treino de Altitude quando cursámos juntos em Lamego...
A história da Celeste - uma "Racer"
Fará hoje, 22 de Junho, 79 anos, a
história mais sublime do desporto da Cidade, que quero aqui recuperar, depois
de a ter contado em Dezembro de 1997, na extinta Linha do Oeste. Algumas
alterações são exigidas, porque o tempo de hoje, não é o tempo de 1977, ainda
muito povoado pela tragédia da Rua da República. Para que se conheça e se
reflicta sobre a importância das coisas e do melhor da minha Cidade.
È incontornável
que a história da primeira metade do século 20 não pode negligenciar o
contributo soberano dos clubes da cidade. Neste particular, a história dos
primeiros 50 anos da Associação Naval 1º de Maio possui um encanto muito
particular. Cidade e clubes entrelaçam-se.
Desse período
fica como momento mais sublime, o dia 22 de Junho de 1930. Estava uma manhã
calma, de calor sanjoanino e dos “5 irmãos” partiram à mesma voz os dois shell
4 com timoneiro, da Naval e do Ginásio. Em disputa estava o Campeonato Regional
de fundo. A luta saiu dura. O normal. Era a honra dos dois eternos rivais que
se jogava então.
A velha ponte,
lugar mítico das últimas acelerações, imutável, viu os dois conjuntos confluir
para o mesmo pegão. Conheciam bem as correntes os dois timoneiros, experientes
e timoratos. Entraram forte, até que o inevitável acontece, sobretudo quando se
joga bem alto a bandeira.
O sol e o esforço
fizeram esgotar as energias. Bátegas de água e suor molhavam os corpos. As mãos
a tangerem subtilmente os remos. Nunca se apertam!
Os remos movem-se
sincopadamente. O timoneiro dá mais um puxão nos baldrocos, uma guinada de
leme. O aperto foi de mais. E zás! A proa do celeste entra completamente por
debaixo do barco Ginásio. O leme, lâmina fina do barco ginasista corta e
rebenta a tela da caixa-de-ar do Celeste. Chocam! Os barcos perdem velocidade e
param. Os nervos rebentam frágeis e ainda hoje não se sabe, nem ninguém nunca
saberá, os motivos, António Cachola alivia os pés do seu pau-de-voga, salta do
seu lugar e entra na água cristalina do Mondego. O grande Edmundo salta também,
mas submerso sente um remo debaixo dos seus pés e pula de novo à superfície.
Finca as mãos na borda do barco e aí permanece. Cachola não sabe nadar. Os
outros três também não. Só o timoneiro sabe dominar as marés. O tempo corre. Os
presentes, toda a multidão que sob o tabuleiro da velha ponte saudava a regata,
dão-se conta do pior. Saltam à água dois homens destemidos. Salta á água um
adversário Ginasista. Mas Cachola afunda-se. A Cidade agita-se e logo chora.
Vinte e quatro
horas após, o corpo aparece frio, junto à velha ponte, mãos fincadas no pilar,
que a tudo assiste.
Não é minha
intenção ao cabo de 79 anos ajustar a história. Aliás, não há ajuste possível.
Foi, sê-lo-á por todo o sempre, comum, os encontros, o entrelaçar dos remos. Só
que agora os barcos são de matéria dura e não é assim do pé para a mão que
rebenta uma caixa-de-ar. Para além de que saber nadar, é uma regra certa.
As exéquias de
Cachola foram monumentais. Toda a Cidade se juntou no infortúnio. A imprensa
Nacional registou o momento. António Cachola ficou como símbolo do clube. Todos
os anos os velhos navalistas se deslocam ao seu mausoléu.
Mas, e o Celeste?
O barco?
Não acredito no
destino. Acredito no potencial dos homens e instituições. Na vontade e inteligência.
O resto são misticismos de gente que mendiga, rasteja e é incapaz. A sorte e o
azar são coisas do jogo da vida.
Há anos numa
manhã de sábado dirigi-me ao velho posto náutico da Av. Saraiva de Carvalho e
não consegui abrir a porta. O telhado do velho edifício ruiu sobre os barcos e
o atrelado que os transporta. Os escombros entravaram a porta. Percebi o pior.
Logo dei pela perda.
Não sei quantas
vezes o Celeste ainda remou depois da tragédia de 1930. Se calhar poucas. Ou
mais nenhuma. O que sei é que ficou completamente destroçado. Fiquei muito
magoado e hoje carrego uma dúvida. Provavelmente não fiz tudo para o salvar.
Quantas vezes reclamei para que dali fosse retirado? Quantas? Pressentia que
aquilo haveria de suceder. Mas também é certo que nunca ninguém me ouviu.
Garanto-vos que hoje, conhecendo a forma como acabou, tê-lo-ia colocado à porta
do museu, único lugar onde deveria repousar.
Celeste, em honra
à mulher mais bela. Construído em Itália, Livorno, teve curta vida, aquela foi
a sua regata de estreia, e história complicada.
Nesse dia de
desconsolo, do último folgo do Celeste e do velho posto náutico, houve um
prenúncio. Um prenúncio de que haveriam de suceder coisas bem piores. Se se tem
reflectido sobre os escombros da Av. Saraiva de Carvalho, talvez se tivesse
evitado a desgraça da rua da República, que foi o fogo que destruiu a notável
sede da Associação Naval 1º de Maio. A perca de uma preciosidade.
Estamos sempre a
tempo de parar para reflectir. O futuro será sempre aquilo que cada um de nós
quiser. Para o bem e para o mal.
Mas curioso, é o
facto de no mesmo dia do trágico acidente e quase à mesma hora, ter estado a
minha mãe a empurrar para a luz do dia o seu primeiro filho, o meu irmão mais
velho, que veio ocupar demograficamente o lugar do Cachola. Pelo menos por
aqui, que bom que foi.
Esta é a história
sublime de uma regata de remo. Permanece obscura, mas fui a tempo de a
recuperar na oralidade do meu Pai, que se hoje fosse vivo teria mais de cem
anos e do próprio Edmundo, de quem os Ingleses um dia disseram ser o remador
mais valente que alguma vez remou nas memoráveis regatas da Taça Vitória, no
conjunto das regatas Internacionais da Figueira da Foz, da primeira metade do
século passado. Taça Vitória, com também fim trágico, devorada pelo fogo da rua
da República. Que infelicidade!
Por fim,
aproveito desde já para responder a uma insidiosa pergunta feita por um
anónimo, aqui neste aldeia olímpica. O que faço eu hoje, ainda no remo? REMO,
caro anónimo, sempre REMO.
Augusto Alberto.
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