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segunda-feira, 3 de março de 2025

Clube Naval Infante D. Henrique primeiros dias

 

O Clube Naval Infante D. Henrique fundado em 4 de Julho de 1925 inscreveu-se na FPR em 22 de Junho de 1932, na altura da inscrição era dirigido pela Direção presidida pelo sr. Américo Pereira, informação retirada do anuário da Federação de 1944.

Foi-me solicitado, para contribuir para o Livro do Centenário de um dos maiores clubes de Remo portugueses, o que eu possuísse no meu acervo sobre as vitórias do Infante no Remo, nomeadamente na Taça Lisboa e que atletas se distinguiram ao seu serviço, algo muito difícil devido ao pouco acervo que existe da modalidade, dado que a Federação Portuguesa do Remo nunca prestou a devida atenção à sua História nem dos verdadeiros intervenientes – os Clubes, no entanto apresento o que consegui reunir no meu pequeno acervo que fui juntando ao longo dos anos.

No início da sua história no Remo, o Infante como gosta de ser conhecido pelas suas gentes, foi um clube com participações regulares nas provas da modalidade. Gostaríamos de começar por salientar os primeiros Campeões Regionais de Velocidade os remadores principiantes que venceram o Shell 4 em 1931 e 1932 e que voltariam a vencer em 1941 e 1945. A vitória do Shell 4 Júnior em 1942 e  do Skiff Júnior também neste ano,  dos skiff júnior e sénior no ano de 1946 e nas épocas de 1949 e 1950 a vitória no Campeonato Regional em Shell de 2 Júnior, de destacar que as provas eram já muito competitivas nessa altura na região Norte. As classes numa dada embarcação eram escolhidas pela experiência e não pela idade biológica.

Em 1950 recebia da federação um subsídio de 464$20 relativo aos Km percorridos na deslocação para a sua participação no Campeonato Nacional da Modalidade.

Apos um hiato podemos verificar no relatório e contas da federação que em 1955 o CNIDH venceu a regata “dia de abertura” em Shell de 4 principiantes e voltou a ser campeão regional de Shell de 2, em principiantes e no ano seguinte voltou mais uma vez a vencer o título regional de Shell 2 principiantes.

No ano de 1957 a FPR alterou um pouco a orgânica do Remo ao dividir as regiões em CENTRO-Norte e Centro-Sul ao invés do simples Norte/Sul de qualquer maneira trouxe mais um título regional para o Infante desta vez o de Shell 4 júnior.

Só em 1960 voltamos a ver indicação, no relatório e contas da FPR, da inscrição de três atletas e um timoneiro pelo Infante, nos anos anteriores não houve participação por parte do Clube. Neste ano realizaram-se pela primeira vez as Regatas Luso-Brasileiras.

 No relatório de 1961 temos o Infante inscrito com a morada na Rua dr. Joaquim M. da Costa, 588 – 1º em Valbom. Na lista de atletas da Federação podemos verificar a inscrição do Timoneiro nº 166 Joaquim Fernandes e do remador principiante em Shell e júnior em yolle Armando de Almeida P. Pereira. As classificações eram dadas pela experiência dos atletas pela participação nas provas realizadas e das classificações obtidas.

Em 1962 registamos a inscrição do timoneiro nº 251 António Eugénio Rodrigues Pinheiro e de 5 remadores, no ano seguinte o mesmo timoneiro com apenas 2 remadores. Neste ano, 1963 não foram efetuados Campeonatos Nacionais devido à participação portuguesa no Brasil nas Regatas Luso-Brasileiras.

O ano de 1964 poderá ser o ano que catapultou o Infante para a ribalta do Remo nacional pois saudamos a indicação na federação de 27 remadores e dois timoneiros, Joaquim Fernandes e José Vitorino Almeida e Silva, dos seus 312 sócios, assim como, dois professores de ginástica/Instrutores de Remo, o também timoneiro José V. Almeida e Silva e Joaquim M. de Sousa e Silva. A nível da declaração de embarcações foi comunicado a existência de 1 Shell de 4 novo, 1 shell de 4 regular, 1 shell de 2 regular, 1 skiff em mau estado, 1 Guiga em estado regular, 2 Randers regulares e 3 Pic-nic regulares. O infante comunicou também a necessidade da construção de um tanque de remo, o Clube ficou em 8º lugar na classificação regional, não tendo participado, contudo nos campeonatos nacionais da modalidade.

Em 1965 a Direção Geral dos Desportos fixou os escalões etários infantis, iniciados, juvenis, juniores e seniores. Este ano e o seguinte foram anos de treino e aprendizagem do clube para em 1967 organizar a Regata do 42º aniversario do Clube Naval Infante D. Henrique. Nas provas oficiais participaram pelo Clube sete remadores e dois timoneiros distribuídos nos escalões Juniores e Juvenis. O Infante foi campeão regional de Shell de 2 com timoneiro Júnior. Obteve 29 pontos com um segundo lugar nos Juvenis e ficando em 7º lugar a nível regional e no 11º a nível nacional como resultado do 2º lugar da equipa de juvenis e 8º dos Juniores.

Na época de 1968 o Infante apresentava já a existência de 19 remadores e cinco timoneiros, o Clube participou nos campeonatos nacionais obtendo o 11º lugar na classificação geral de clubes com 34 pontos.

É, porém, neste ano que é incluído no relatório da FPR, pela primeira vez, uma equipa feminina campeã nacional de fundo de Shell de 2 com timoneiro, tripulação essa pertencente ao Clube Naval Infante D. Henrique sendo, portanto, o clube pioneiro do remo feminino competitivo em Portugal. O remo feminino em Portugal existe comprovadamente desde 1862 com a participação das Maganas de Avintes nas Regatas de Leixões, mas, no calendário federativo foi a primeira vez que equipas femininas se sagraram campeãs nacionais. Havia nesse ano sete senhoras inscritas na federação, cinco do Infante e duas do Clube Naval de Lisboa apenas, num total de 22 clubes e 687 atletas.

Ainda neste ano o Infante venceu o Shell de 2 com timoneiro masculino júnior nos campeonatos regionais vencendo a “Taça Clube Naval Infante D. Henrique”.

Para o ano de 1969 ficou o Clube Naval Infante D. Henrique incumbido da realização do campeonato regional da zona norte no dia 30 de Março.



Continua...


quinta-feira, 30 de novembro de 2023

 O Remo no Mundo - a minha visão


 

O Remo como meio de propulsão, que consiste em colocar a pá dentro de água com um ponto de apoio na borda da embarcação é utilizado desde sempre. Sendo mais fácil em mares abrigados, não invalida, no entanto, o seu uso na travessia dos Oceanos como nos foi demonstrado pelos “Drakkars” Vikings.

 

 

 

Tendo começado, certamente pela utilização de um tronco flutuante o Homem foi desenvolvendo embarcações cada vez mais sofisticadas através da união de troncos chegando até aos impressionantes Trirremes,

 

  

Trirreme

 

                                          

 

 

que utilizavam cerca de 170 remadores. Foram Usados no Mediterrâneo, onde os homens chegavam a morrer à fome, à sede ou em pleno combate nessas embarcações.

O Remo como desporto de competição é um dos mais antigos e tradicionais, regatas entre galeras faziam parte das civilizações egípcias, gregas e romanas. Na Odisseia, Homero fala-nos numa viagem de Ulisses, pela ilha de Ítaca, num barco a remos, enquanto que na Eneida, Virgílio conta-nos que Eneias, príncipe de Tróia, homenageou seu pai, com uma disputa entre quatro barcos, movidos por duzentos remadores acorrentados às embarcações. O Faraó Amenophis II foi imortalizado na sua tomba remando, há também excertos de uma regata em Veneza no ano de 1315.

Apesar do Remo ser muito popular entre profissionais só no inicio dos anos 1700 é que o desporto se popularizou entre cidadãos amadores quando principiaram as regatas ao longo do Tamisa, das quais a mais antiga que se conhece é a Doggett´s Coat and Badge Race que toma lugar desde 1715.

 

 Em 1775 realizou-se um Festival de Água da qual fazia parte uma regata de remo em Chelsea, no Tamisa, que obtinha muitos patrocinadores e que constituiu a possibilidade para Handel compor a sua “Water Music”. Nos finais do século XVIII o Remo começou a fazer parte do desporto Universitário o que lhe proporcionou um grande incremento, principalmente depois de em 1829 ter sido estabelecida a primeira das tradicionais regatas entre Oxford e Cambridge. Dez anos volvidos e efectuava-se a primeira das célebres regatas de Henley.

Nos Estados Unidos a regata de Yale contra Harvard teve o seu início em 1852. O Canadiano Ned Hanlan (“The Boy In Blue”, dado que envergava uma camisola azul) a nível profissional sagrou-se Campeão do Mundo entre 1880 e 1884 em Skiff, ainda antes das Olimpíadas.

 

Pierre de Coubertin, fundador dos Jogos Olímpicos modernos, em Ouchy ©

 

O pai dos Jogos olímpicos, Barão Pierre de Coubertain, escreveu várias vezes sobre o desporto do Remo, uma das quais com esta bela frase que nos transmite a ideia geral do Remo “O intenso esforço do remador, a harmonia e o sincronismo dos seus movimentos na transposição das barreiras naturais fazem do Remo um desporto ideal”.

A Federation Internationale dês Societès d´Aviron (FISA), fundada em 1892, é a mais antiga de todas as Federações desportivas, possui a sua sede em Lausanne com mais de uma centena de membros. A Federação Portuguesa do Remo, a mais antiga de Portugal, fundada em 1920 é membro da FISA desde 1922.

 

                                                                           

                FPR                                                                                      

                                                                                            FISA

Apesar da técnica de remo não ter sofrido grandes alterações ao longo do tempo, o desenho, a construção e o peso do equipamento utilizado no desporto do Remo sofreu grandes modificações em especial no século vinte.

As primeiras embarcações de corrida eram de casco trincado robustas e pesadas, o atleta utilizava apenas os braços e o tronco como meio de propulsão. Existiam com um, dois, quatro seis e oito remadores, actualmente desapareceram as de seis. Os barcos eram conhecidos como inriggers ou outriggers conforme a sua forqueta ou tolete era colocada directamente no casco, ou utilizavam uns acrescentos em metal, as aranhas (que apareceram por volta de 1828). Em outriggers existiam o Skiff ou Single de um atleta com remos parelhos, o Pair-Oar de dois atletas, cada um com um remo de ponta e timoneiro, o Double Skull de dois atletas com remos parelhos, sem timoneiro e os de quatro, seis e oito remadores com timoneiro e remos de ponta.

A beleza do Remo encontra-se no ritmo dos atletas que impulsionam a embarcação (“A Sinfonia do Movimento”como descrevia o construtor George Pocock). O estilo e o ritmo têm variado ao longo dos anos, sendo que actualmente, a remada consiste num movimento cadenciado e distinto durante o seu ciclo. A remada pode ser dividida em várias partes, iniciando-se no ataque, com a tomada de água, a passagem do remo na água e o final com o safar do remo (saída da pá da água), depois vem o deslize do remador com o remo fora de água e o início de um novo ciclo da remada. O remador está sentado de costas para a proa da embarcação, o movimento é gerado por uma sequência de Pernas, Tronco e Braços e o deslize fora de água é o inverso com Braços, Tronco e por fim as Pernas. 

Basicamente podemos dividir a modalidade em Remo de Ponta e de Parelhos. No Remo de Ponta o atleta segura um remo, com cerca de 3,90 metros, utilizando para isso as duas mãos, na disciplina de Parelhos, o remador segura um remo em cada mão, de cerca de 3m de comprimento. Os remos começaram por ser em madeira mas actualmente são construídos em material compósito, ultralight.

 

 

 

Actualmente no Remo Olímpico, só existem barcos de tipo Shell (sucessores dos outriggers) podendo ser divididos no Skiff (1X) – Um atleta com dois remos parelhos, o Double Skull (2X) – com dois atletas de remos parelhos, o Quadri Skull (4X) – quatro atletas com remos parelhos, o Shell de dois sem timoneiro (2-) – dois atletas com remos de ponta, o Quatro sem timoneiro (4-) – quatro atletas cada um com o seu remo de ponta, e o barco rei do Remo o Shell de oito (8+) – oito atletas com timoneiro e cada atleta com um remo de ponta; competimos ainda em Shell de dois com timoneiro (2+) – dois atletas com um remo de ponta cada e com um timoneiro, no Quatro com timoneiro (4+) – quatro atletas com um remo de ponta cada e com um timoneiro, embora estas últimas duas embarcações não pertençam ao alinhamento dos Jogos Olímpicos, por razões economicistas. O comprimento das embarcações varia entre cerca de sete metros no Skiff e dezoito metros no Oito, que é dividido em duas partes, para melhor ser transportado. Durante as regatas de Remo o plano de água permite o alinhamento de pelo menos seis tripulações, em pistas com um mínimo de 12,50 m até um máximo de 15m de largura e um comprimento de 2 Km em linha recta. As pistas são delimitadas por bóias que estão colocadas com um intervalo de 12,2 m. Nos rios de maior caudal é usual, em Portugal, especialmente em Lisboa, remar com uma embarcação de casco trincado com sete tábuas de cada lado – o Yolle – que é utilizado em barcos de quatro e oito atletas com timoneiro e remos de ponta. O Yolle (sucessor das Guigas) é uma embarcação na qual os atletas se colocam em zigzag e não em fila como no Shell ficando a forqueta colocada nas falcas portanto, sem aranhas (inrigger). Para direccionar as embarcações o timoneiro utiliza o leme, uma peça móvel em torno de um eixo colocado na ré e dirigido por uns cabos, chamados gualdropes (ou galdropes). Quando não existe timoneiro o leme é comandado por um dos remadores através do seu sapato (pé).

               

Em 1857 J.C. Babcock de New York inventou uma forma de slide num Skiff e em 1870 adaptou-o num barco de seis remos. O slide ou carrinho veio dar um grande incremento no andamento da embarcação pois possibilitou a utilização das pernas na remada. Em 1875 Michael Davis patenteou a forqueta com travinca e no ano seguinte desenvolveu uma embarcação com aranhas móveis. As aranhas móveis foram mais tarde proibidas pela FISA, por este facto não é usado, apesar de possibilitar um andamento muito superior à das embarcações com aranhas normais.

 

M.F. Davis patent#165,072                                  

 

 

                                            

                                                                   M.F. Davis patent#209,960

 

 

Em 1893 a FISA organizou o seu primeiro Campeonato da Europa de Remo, em Orta, Itália, nesse mesmo ano fundou-se em Cambridge`s Newnham College a primeira Sociedade de Remo Feminino.

Em 1896 foram eliminadas das Regatas de Boston City as provas com profissionais. Ainda nesse ano, na Grécia, realizaram-se as I Olimpíadas modernas das quais o Remo fazia parte, no entanto as provas foram canceladas devido ao mau tempo. Desde essa data que o Remo faz parte dos Jogos Olímpicos.

 

 

CARTAZ DOS J.O. 1896

 

 

 

Em 1916 o Remo para ligeiros, atletas com menos de 72,5 Kg, foi introduzido nas universidades americanas por Joe Wright na Pensilvânia, ao mesmo tempo que, em Inglaterra, Steve Fairbairn começava a treinar no estilo que ficou com o seu nome e obtinha excelentes resultados.

Em 1923 formava-se em Inglaterra a Women`s Amateur Rowing Association e em 1927 a tradicional Boat Race (Oxford - Cambridge), foi pela primeira vez televisionada pela BBC enquanto que se iniciava também a regata Oxford – Cambridge no Feminino.

 

100th race   A 100ª REGATA OXFORD – CAMBRIDGE

 

Nos anos seguintes o Remo continuou a ser um dos desportos mais praticados ao mesmo tempo que se assistia a um grande incremento técnico e de material, as embarcações tornaram-se mais leves e sofisticadas e as tripulações evidenciaram uma técnica mais apurada devido ao aumento do treino e do seu controle. Durante o período da II guerra mundial as competições foram praticamente todas suspensas. Com a divisão europeia nos dois blocos também o Remo sofreu grandes diferenças na sua técnica e estilo havendo duas grandes escolas, – a Alemã Ocidental e a dos países de Leste com a sua política de desporto nacional.

Em 1954 realizaram-se os primeiros campeonatos da Europa Femininos que foram dominados pela União Soviética. No ano de 1962 competiram-se em Lucerna os primeiros Campeonatos do Mundo realizados pela FISA, assim como em 1967 a primeira regata FISA Júnior foi organizada em Ratzburg, Alemanha. Durante o ano de 1969 foi construído a primeira embarcação desenhada para Remo de Recreio (o Alden Ocean Shell, lançado por Arthur Martin) o que veio introduzir uma nova vertente no Desporto mais antigo do Mundo. Nos mundiais de 1970 os alemães orientais conseguiram medalhas de ouro ou prata em todas as provas. Em 1974 pela primeira vez realizaram-se em Lucerna os Campeonatos do Mundo para Pesos Ligeiros e para Femininos em que a distância para elas era de 1000 metros. Ainda nesta distância realizaram-se em Montreal, em 1976 as primeiras Regatas Olímpicas de Femininos. Na vertente de Pesos Ligeiros as classes Femininas e Masculinas só fizeram parte do emblema olímpico em 1996, Atlanta.

 

Foi em 1977 que os irmãos Dreissigacker começaram a construir remos de material compósito e em 1981 lançaram também no mercado o ergómetro Concept II que veio revolucionar o treino do remo e universalizar um dos desportos mais completos que se pratica.

O primeiro Campeonato do Mundo de Femininos Pesos Ligeiros teve lugar no ano de 1985 em Hazewinkel em que a distância de prova para as mulheres foi igualada à dos homens. Em 1991 mais uma vez os Dreissigacker desenharam e lançaram no mercado uma inovação – os remos com pá de cutelo – que com o aumento do tamanho da pá iria ajudar os atletas com pior técnica mas que em equipas de topo nunca se chegou à conclusão da sua vantagem, apesar da seguinte universalização das pás Big Blade (um melhoramento da pá de cutelo que fica sem a espinha). Ao longo das épocas estes remos continuam sofrendo várias alterações mínimas que apenas servem a economia e o consumismo da empresa americana.

Nesse mesmo ano como não podia deixar de ser, foi inaugurado em Inglaterra, pela Rainha Isabel II o Museu do Remo com o nome de River and Rowing Museum.

 

No limiar do século XXI o britânico Steve Redgrave conquistou a sua quinta medalha de ouro olímpica em cinco olimpíadas consecutivas algo nunca conseguido por outro atleta em desportos de endurance. Outro atleta, também remador e inglês, Jack Beresford conseguiu três medalhas de ouro e duas de prata em cinco olimpíadas, tendo sido apenas traído pelo cancelamento dos jogos olímpicos que se deviam realizar em 1940. Nos femininos Elisabeta Lipă venceu cinco medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze nas suas presenças em seis jogos, Georgeta Damian venceu também cinco medalhas de ouro e uma de bronze nas três olimpíadas em que competiu, Ekaterina Karsten venceu três medalhas nas suas três presenças em olimpíadas duas de ouro e uma de bronze. 

 

Steve Redgrave – GB


quarta-feira, 13 de abril de 2016

José Rolinho Sopas

Queria proceder a esta singela homenagem ao Sr. José Rolinho Sopas Guardião da História do Ginásio Clube Figueirense e do Remo figueirense e não só.
Na minha visita ao Museu do Ginásio tive a sorte de poder ser guiado por ele e de digitalizar muitos documentos da História do Remo Português que estavam à sua guarda e da qual sabia exactamente onde estavam guardados. Todos os Clubes deviam ter sócios como ele.
Eis um pouco da sua história:

José Rolinho Sopas, natural do Paião – Figueira da Foz, onde nasceu em 22/08/1928, veio residir para a Figueira da Foz com a idade de 9 anos.
Representou o Colégio Academia Figueirense, fazendo parte de tripulações que ganharam diversas provas escolares, tendo sido seleccionado para representar a Figueira da Foz, em regatas da Mocidade Portuguesa mais tarde, em representação do Ginásio Clube Figueirense, foi Director/Treinador e Timoneiro de diversas tripulações do clube.

Em função das diversas responsabilidades que assumiu, quer na Federação Portuguesa de Remo, quer na Associação de Remo da Beira Litoral, quer no próprio Clube, foi por diversas vezes juiz de largada, de chegada e juiz arbitro em diversas regatas.