quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ciclone em Paço de Arcos

No início do Séc. XX os clubes de Lisboa tinham instalações em Paço de Arcos onde remavam e velejavam os seu associados e os veraneantes.

Aqui podemos constatar como ficaram as instalações da ANL depois da passagem de um Ciclone pela Vila balnear:


Eis também uma equipa de crianças vencedora das Regatas de Paço de Arcos com Talone - uma glória da ANL

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Oporto Boat Club

Foi num alfarrabista em Londres que encontrei estas preciosidades sobre um clube formado na cidade do Porto em 1866, por ingleses residentes na Capital do Norte.
Tendo sido o primeiro clube a ser fundado no norte do País, tinha muita fama e foi considerado invencível até o Real Club Naval de Lisboa ter vencido uma tripulação de remadores do Oporto Boat Club.
Leiam com atenção os Regulamentos que são deliciosos e apreciem em adenda a definição de AMADOR.

As Rowing Notes do "New College Boat Club" editadas pelo Oporto Boat Club são de uma peciosidade fantástica. Excelente foi o ter encontrado em Inglaterra algo que não existe em Portugal, ou pelo menos não tenho conhecimento.

Espero que gostem tanto como eu adorei:







Em meu poder tinha já estes documentos sobre o Oporto Boat Club mas são da década de vinte do século passado quando este clube renasceu durante algum tempo:

   
 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Curiosidades

Imagens curiosas e divertidas da Náutica:

Postal dos Correios deveras curioso e sexual:

Uma tripulação de senhoras no início do sé. XX:

Remadores Ginastas: 

A Confecção da Caldeirada:
A Primeira prova de Natação em Portugal:

Os vencedores da Boat Race (Oxford-Cambridge)  em 1902 com um português à Voga:

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Campeonatos Escolares

Durante o ano de 1911 Armando Soares Franco, Presidente da ANL e Ministro da Instrução ofereceu uma Taça com o seu nome para ser disputada pelas Escolas Superiores de Lisboa e Mauperrin Santos, sócio do Clube Naval, Director da Escola Académica e presidente da Sociedade Promotora de Educação Física Nacional (futuro COP) doou também uma Taça com o seu nome que seria disputada pelas Escolas Secundarias e Liceus da Capital, começando então uma nova era no Desporto Escolar.


As regatas eram organizadas pelo CNL e pela ANL com o patrocínio da CML. Alguns anos mais tarde a Federação Portuguesa do Remo continuaria a utilizar essas Taças com o mesmo propósito, nascendo as Regatas Escolares que se iriam disputar até aos anos sessenta em Lisboa, Porto e Figueira. As condições iniciais para a disputa das Taças eram as seguintes:
Taça Soares Franco

A Taça Soares Franco, oferecida pelo Sr. Armando Soares Franco, Presidente do Conselho executivo da ANL, é destinada a ser disputada em regatas anuais, entre as Escolas Superiores de Lisboa e debaixo das seguintes condições:
1 – A corrida será disputada em inriggers de primeira classe, a 4 remos;
2 – A disputa realizar-se-á, sendo possível, no dia da corrida da Taça Lisboa;
3 – A regata efectuar-se-á ao longo da muralha norte do Tejo, num percurso de 1500 metros, e a sua organização ficará a cargo da Comissão organizadora da Taça Lisboa, de acordo com os delegados das escolas concorrentes;
4 – Nenhuma escola poderá inscrever mais que uma tripulação;
5 – A inscrição fecha dez dias antes do dia marcado para a regata;
6 – O regulamento da corrida será, na parte aplicável, aquele que for adoptado para a corrida da Taça Lisboa;
7 – A escola vencedora será a detentora da Taça, ficando responsável pela sua conservação. Dez dias antes da corrida será a Taça entregue à comissão organizadora da regata, a qual novamente a entregará à escola vencedora.
8 – A Taça será perpétua, tendo a escola que a ganhar durante três anos consecutivos, direito a um diploma especial conferido pelas restantes escolas que tenham disputado a Taça;
9 – Aos tripulantes da escola vencedora serão conferidas medalhas de vermeil;
10 – A inscrição para a corrida será de 5 escudos por cada escola, destinando-se o produto das inscrições à aquisição das medalhas e outras despesas especialmente inerentes à corrida da Taça;
11 – Quando por qualquer motivo não se realiza a corrida da Taça Lisboa, será a organização da corrida da Taça Soares Franco confiada à Associação Naval de Lisboa, de acordo com as escolas concorrentes.

Taça Mauperrin Santos

A Taça Mauperrin Santos, oferecida pelo Sr. Dr. Jayme Mauperrin Santos, director da Escola Académica, sócio do Clube Naval de Lisboa, é destinada a ser disputada, em regatas anuais, entre as Escolas Secundarias e Liceus de Lisboa e debaixo das seguintes condições:
1 – A corrida será disputada em inriggers de primeira classe, a 4 remos;
2 – A disputa realizar-se-á, sendo possível, no dia da corrida da Taça Lisboa;
3 - A regata efectuar-se-á ao longo da muralha norte do Tejo, num percurso de 1500 metros, e a sua organização ficará a cargo da Comissão organizadora da Taça Lisboa, de acordo com os delegados das escolas concorrentes;
4 – Nenhuma escola poderá inscrever mais que uma tripulação;
5 – A inscrição fecha dez dias antes do dia marcado para a regata;
6 – O regulamento da corrida será, na parte aplicável, aquele que for adoptado para a corrida da Taça Lisboa;
7 – A escola vencedora será a detentora da Taça, ficando responsável pela sua conservação. Dez dias antes da corrida será a Taça entregue à comissão organizadora da regata, a qual novamente a entregará à escola vencedora.
8 – A Taça será perpétua, tendo a escola que a ganhar durante três anos consecutivos, direito a um diploma especial conferido pelas restantes escolas que tenham disputado aTaça;
9 – Aos tripulantes da escola vencedora serão conferidas medalhas de vermeil;
10 – A inscrição para a corrida será de 5 escudos por cada escola, destinando-se o produto das inscrições à aquisição das medalhas e outras despesas especialmente inerentes à corrida da Taça;

Algumas fotos e Posters das Regatas:










 
 
 

sábado, 10 de abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mestre Fernando

O Mestre Fernando já merecia um Post no meu Blog, normalmente coloco aqui "velharias" recordações do passado longínquo.
Lembrei-me de vos mostrar o último Construtor Naval de Barcos de Remo em Madeira -Yolle -
Fernando de Almeida Matos, para todos nós é o Mestre Fernando, com mais de
quarenta anos de trabalho na construção e reparação de barcos de Remo, premiado com
a Medalha de Honra da Federação Portuguesa do Remo como reconhecimento pelo
trabalho desenvolvido em prol da modalidade. Começou a trabalhar com dezoito anos
na construção civil, tendo sido depois chamado para a defesa do país na guerra colonial
em Angola, fixou aqui morada depois de terminada a sua comissão. Ainda nesta antiga
colónia portuguesa surgiu a sua paixão pela construção naval quando começou a
trabalhar nos estaleiros navais de Luanda. Em 1964 construiu o seu primeiro barco a
remos e depois da sua vinda para Lisboa ficou ligado à antiga DGD, mais
concretamente ao Estaleiro Nacional onde durante vários anos, com um destacamento
na FPR, passaram praticamente pelas suas mãos todos os barcos em madeira do Remo
nacional. Com o advento das novas tecnologias adaptou-se rapidamente e juntou a fibra
e todos os materiais compósitos ao seu trabalho no dia a dia.
O Mestre sempre fez milagres, barcos partidos ao meio, grandes buracos, aranhas tortas,
remos, tudo o Mestre repara sem ajuda de grandes moldes ou ferramentas elaboradas, com
a sua perspicácia e inteligência desenvolve os meios que adapta para a reparação das
embarcações.
Há uns anos, enquanto responsável pelo CNL, encomendei-lhe um Yolle de quatro,
disse-me que queria experimentar algo de novo, dado que estas embarcações são
construídas em madeiras nobres muito frágeis, de fácil quebra tanto na terra como na
água.
Procurámos em vários estaleiros pelo contraplacado marítimo adequado, na sua visão,
para a construção do barco, para mim ficou fantástico, mas para os seus olhos de lince a
madeira era de má qualidade, mal preenchida por dentro e não tinha os atributos que ele
achava adequados, apesar de ser o barco mais leve do nosso país (90 Kg ) e ter sido
campeão nacional em todas as categorias. Quando eu, ainda como presidente do Clube
Naval de Lisboa, o único clube em Portugal que o fez Sócio de Mérito, lhe encomendei
um Yolle de 8, disse-me que só o construiria se eu “lhe conseguisse contraplacado
marítimo francês”. O Paulo Ferreira e eu movemos tudo para conseguir a madeira
indicada para o Mestre construir a sua obra-prima, lá conseguimos o nome e a morada
de uns estaleiros franceses e com a ajuda da Nautiquatro, trouxemos a madeira especial
para a construção do melhor Yolle de oito jamais construído em Portugal e quiçá no
Mundo. O barco ficou lindo e com uns meros cento e cinquenta quilos…
O Mestre faz parte da vida dos clubes lisboetas e de todo o país vêm barcos em mísero
estado para serem salvos pelo Mestre no Estaleiro da FPR situado no Cais do Gás em
instalações cedidas graciosamente pela Câmara Municipal de Lisboa.

Ei-lo aqui em plena laboração, onde gosta de estar mais










Também gosta de posar junto da sua obra prima.










O estaleiro do cais do Sodré a sua casa...








E não é que consegui convencer o Mestre a timonar um Yolle e ainda por cima construído por ele? Foi a primeira vez que o Mestre saiu num Yolle. O CNL ainda não tinha a Prancha de Embarque, era um desafio Remar ali para os lados do Cais do Sodré. Só com uma grande vontade e amor ao Desporto se saía para a água, Um Clube Náutico Centenário e que condições, PORTUGAL.
04 de Julho de 2004.






Na primeira saída com uma tripulação de Campeões e com o melhor Timoneiro do Mundo. E o Barco pesa apenas 90Kg, dois atletas conseguem transportá-lo e manobrá-lo fácilmente fora de água. Um mimo.






Roubei esta foto na Net, porque não a tinha quando inaugurámos oficialmente os Yolle 8 ( Mestre Fernando) e o Yolle 4 (Arnaldo Cordeiro).






A filha do Arnaldo Cordeiro, glória do Clube Naval de Lisboa, inaugurando o barco com o nome do Pai, uma promessa minha antiga que consegui satisfazer.






O Mestre a inaugurar o barco com o seu nome...








Ficou espetacular não ficou?










A saída para a água no espetacular pontão do CNL adquirido com o apoio do IDP.







O Yolle 8 na saída da inauguração como não podia deixar de ser com o melhor proa, e a Catarina a Timonar.







O Mais velho dos barcos também navegou.









Na Lisboa Classic Regatta, barcos construídos e reparados pelo Mestre levam dentro tripulações inglesas de Oxford e Cambridge.